Como decide

Cada alerta assenta num modelo publicado e num evento de infeção com data. Esta página identifica a ciência, para que qualquer agrónomo a possa confirmar.

/01

Eventos de infeção, não pontuações

  • · Não existe qualquer "pontuação de risco 0–100" na app. Modelos epidemiológicos publicados — superfícies de resposta temperatura × humectação foliar, do tipo publicado por Magarey e colegas — produzem eventos de infeção com data, verificáveis.
  • · O oídio segue o índice de risco Gubler-Thomas, adaptado às condições da própria vinha.
  • · Cada evento tem data, evidência e prazo — uma frase sobre a qual se pode agir, ou que se pode confirmar mais tarde.

/02

Fenologia, não calendário

  • · O estado da videira vem da acumulação de graus-dia na escala BBCH, não da data no calendário.
  • · A fase da estação deriva da fenologia — por isso funciona nos dois hemisférios.
  • · Todas as horas são lidas no fuso horário da vinha.

/03

Biogeografia

  • · Pragas que não existem na região da vinha não são avaliadas — e a app di-lo claramente, e explica porquê.
  • · "Não existe aqui" nunca aparece como "sem risco".
  • · O modelo da traça-da-uva escolhe entre quatro espécies consoante a região.

/04

Ajuste ao terreno

  • · Altitude, declive, exposição, drenagem de ar frio e secagem do solo entram todos na avaliação — duas parcelas a um quilómetro de distância podem receber frases diferentes na mesma noite.

/05

Geada

  • · A severidade vem das tabelas de temperaturas críticas da FAO, por tecido e estado da videira — uma geada que mata um rebento em abril não é nada em janeiro.
  • · A app distingue geada radiativa de advectiva; o ponto de orvalho e a drenagem de ar frio afinam a previsão noite a noite.

/06

Frio de inverno

  • · O frio acumula-se em porções de frio do Modelo Dinâmico — o padrão para que a literatura convergiu — e compara-se com o que as castas plantadas exigem.
  • · A suscetibilidade das feridas de poda segue uma curva de cicatrização publicada; chuva prevista sobre feridas abertas dispara um alerta.

/07

Um único motor

  • · O mesmo código corre na app e no servidor que envia as notificações — uma notificação nunca contradiz o que está no ecrã.

/08

Ponderação da comunidade

  • · Os avisos confirmados na vizinhança entram no modelo de risco, ponderados pela gravidade e pela distância — um caso grave a 2 km pesa mais do que um ligeiro a 20 km.
  • · Todos os dados da comunidade são anónimos.

As dez ameaças que modelamos

Cada uma tem o seu modelo publicado, aplicado apenas onde a biogeografia diz que pode ocorrer.

Míldio

Plasmopara viticola

Gosta de calor e humidade. Manchas de óleo nas folhas e penugem branca — o clássico evento de infeção por folha molhada e temperatura.

Oídio

Erysiphe necator

Prefere tempo quente e seco com alguma humidade. Segue o índice de risco Gubler-Thomas.

Botrytis

Botrytis cinerea

A podridão cinzenta dos bagos em maturação. Favorecida por humidade prolongada e cachos apertados.

Podridão negra

Guignardia bidwellii

Lesões castanhas nas folhas e bagos mumificados, provocados por chuvas quentes.

Escoriose

Phomopsis viticola

Manchas nas varas e nas folhas. O perigo está na chuva de início de estação sobre rebentos novos.

Antracnose

Elsinoë ampelina

Lesões afundadas em rebentos e bagos, depois de chuva quente e intensa.

Podridão ácida

Complexo de leveduras e bactérias

Degradação dos bagos perto da vindima, por leveduras e bactérias acéticas, transportadas pela mosca-da-fruta.

Traça-da-uva

Quatro espécies, consoante a região

Voos de cada geração modelados por graus-dia; a espécie é escolhida conforme a localização da vinha.

Doença de Pierce

Xylella fastidiosa

Bactéria letal para a videira, avaliada apenas onde o agente e os seus vetores existem.

Doenças do lenho

Complexo da esca

Entram pelas feridas de poda. Gerem-se pelas janelas de suscetibilidade das feridas — não com tratamentos depois do mal feito.