Como decide
Cada alerta assenta num modelo publicado e num evento de infeção com data. Esta página identifica a ciência, para que qualquer agrónomo a possa confirmar.
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Eventos de infeção, não pontuações
- · Não existe qualquer "pontuação de risco 0–100" na app. Modelos epidemiológicos publicados — superfícies de resposta temperatura × humectação foliar, do tipo publicado por Magarey e colegas — produzem eventos de infeção com data, verificáveis.
- · O oídio segue o índice de risco Gubler-Thomas, adaptado às condições da própria vinha.
- · Cada evento tem data, evidência e prazo — uma frase sobre a qual se pode agir, ou que se pode confirmar mais tarde.
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Fenologia, não calendário
- · O estado da videira vem da acumulação de graus-dia na escala BBCH, não da data no calendário.
- · A fase da estação deriva da fenologia — por isso funciona nos dois hemisférios.
- · Todas as horas são lidas no fuso horário da vinha.
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Biogeografia
- · Pragas que não existem na região da vinha não são avaliadas — e a app di-lo claramente, e explica porquê.
- · "Não existe aqui" nunca aparece como "sem risco".
- · O modelo da traça-da-uva escolhe entre quatro espécies consoante a região.
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Ajuste ao terreno
- · Altitude, declive, exposição, drenagem de ar frio e secagem do solo entram todos na avaliação — duas parcelas a um quilómetro de distância podem receber frases diferentes na mesma noite.
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Geada
- · A severidade vem das tabelas de temperaturas críticas da FAO, por tecido e estado da videira — uma geada que mata um rebento em abril não é nada em janeiro.
- · A app distingue geada radiativa de advectiva; o ponto de orvalho e a drenagem de ar frio afinam a previsão noite a noite.
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Frio de inverno
- · O frio acumula-se em porções de frio do Modelo Dinâmico — o padrão para que a literatura convergiu — e compara-se com o que as castas plantadas exigem.
- · A suscetibilidade das feridas de poda segue uma curva de cicatrização publicada; chuva prevista sobre feridas abertas dispara um alerta.
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Um único motor
- · O mesmo código corre na app e no servidor que envia as notificações — uma notificação nunca contradiz o que está no ecrã.
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Ponderação da comunidade
- · Os avisos confirmados na vizinhança entram no modelo de risco, ponderados pela gravidade e pela distância — um caso grave a 2 km pesa mais do que um ligeiro a 20 km.
- · Todos os dados da comunidade são anónimos.
As dez ameaças que modelamos
Cada uma tem o seu modelo publicado, aplicado apenas onde a biogeografia diz que pode ocorrer.
Míldio
Plasmopara viticola
Gosta de calor e humidade. Manchas de óleo nas folhas e penugem branca — o clássico evento de infeção por folha molhada e temperatura.
Oídio
Erysiphe necator
Prefere tempo quente e seco com alguma humidade. Segue o índice de risco Gubler-Thomas.
Botrytis
Botrytis cinerea
A podridão cinzenta dos bagos em maturação. Favorecida por humidade prolongada e cachos apertados.
Podridão negra
Guignardia bidwellii
Lesões castanhas nas folhas e bagos mumificados, provocados por chuvas quentes.
Escoriose
Phomopsis viticola
Manchas nas varas e nas folhas. O perigo está na chuva de início de estação sobre rebentos novos.
Antracnose
Elsinoë ampelina
Lesões afundadas em rebentos e bagos, depois de chuva quente e intensa.
Podridão ácida
Complexo de leveduras e bactérias
Degradação dos bagos perto da vindima, por leveduras e bactérias acéticas, transportadas pela mosca-da-fruta.
Traça-da-uva
Quatro espécies, consoante a região
Voos de cada geração modelados por graus-dia; a espécie é escolhida conforme a localização da vinha.
Doença de Pierce
Xylella fastidiosa
Bactéria letal para a videira, avaliada apenas onde o agente e os seus vetores existem.
Doenças do lenho
Complexo da esca
Entram pelas feridas de poda. Gerem-se pelas janelas de suscetibilidade das feridas — não com tratamentos depois do mal feito.